terça-feira, 12 de junho de 2007
No papel
Passado mais de um ano do seu lançamento, o Plano BR-163 Sustentável não saiu do papel papel. Em 5 de junho passado, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, representantes de organizações da sociedade civil e movimentos sociais integrantes do Consórcio pelo Desenvolvimento Sócio-ambiental da BR-163 (Condessa) protocolaram, no Palácio do Planalto, em Brasília, um bolo de aniversário e um documento com críticas à falta de ações governamentais para colocar o plano em prática. Os organizadores da manifestação exigem que o presidente Lula da Silva publique o decreto de oficialização do modelo de gestão que vai permitir a implementação participativa de um conjunto de iniciativas de mitigação dos impactos sócio-ambientais do asfaltamento da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarám). A estrada cruza os Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará e é considerada uma das principais vias de escoamento da produção de grãos, carne e madeira da Amazônia. Consta do projeto que quase mil quilômetros da estrada devem ser asfaltados. As iniciativas previstas no documento têm objetivo de reduzir os inevitáveis impactos sociais e ambientais que a obra vai causar, como o aumento do desmatamento e de queimadas, grilagem de terras, migração.
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