quinta-feira, 14 de junho de 2007

Alô doutor

Foi-se o tempo em que estudar medicina era sinônimo de sucesso e riqueza. Com o excesso de profissionais em atividade, os médicos e outros profissionais de saúde buscam estratégias e diferenciais para fidelizar pacientes e atingir padrões de excelência em atendimento. Para suprir essa necessidade, multiplicam-se cursos e especializações que instruem profissionais da área de saúde a aplicar gestão de marketing no seu segmento de negócio. Embora as pessoas ainda não encarem dessa forma, o médico trabalha com negócio e precisa de ferramentas de marketing para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo. Uma das ferramentas que os médicos devem utilizar é o marketing de relacionamento. Eles precisam ampliar o contato com o paciente, manter uma relação, uma comunicação com eles, que são seus clientes. Entre as alternativas possíveis está a distribuição de materiais para orientar os pacientes sobre determinadas patologias em uma linguagem coloquial, sem a típica profusão de termos técnicos. Os profissionais precisam prestar atenção em alguns detalhes na hora de constituir suas próprias clínicas e consultórios, como definir um sistema de atendimento ao telefone, cuidar da sala de trabalho e reduzir o tempo de espera no atendimento. Vivemos no mundo da conveniência. Por mais nobre que seja a atividade médica, o cliente tende a procurar a solução mais completa e rápida. E a ética? A resposta é simples: para quem pensa que a visão da medicina como um negócio pode ferir a ética médica, a resposta também é simples. Não há como criticar algo que incentive a melhora no atendimento em saúde. É perfeitamente possível, de maneira ética, construir marcas fortes para médicos e clínicas. Prova de que não há empecilhos para o crescimento do marketing para profissionais da área de saúde.

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