sexta-feira, 15 de junho de 2007
Inapetência
Se a concorrência e o tratamento entre provedores de internet, concessionárias de telecomunicações e prestadores de serviços multimídia fossem iguais, muito provavelmente, o Brasil já teria totalizado o processo de inclusão digital, a um custo 80 vezes menor, afirmam representantes dos pequenos provedores de Internet. "Enquanto as empresas de telecomunicações pediram R$4 bilhões ao governo, somente para o projeto de inclusão digital em todas as escolas, os pequenos provedores criariam toda a estrutura necessária com apenas R$50 milhões", afirma Alberto Jorge de La Rocque, presidente da Associação dos Integrantes do Projeto Global Info. Os representantes de pequenos provedores de internet também se queixam da concorrência desleal dos grupos de telecomunicações. Segundo eles, as concessionárias adquiriram provedores de Internet gratuitos, promovendo uma concorrência injusta com os pequenos provedores não-subsidiados. A falta de concorrência inflacionou os preços dos serviços e está atrasando o desenvolvimento tecnológico da área. Ou se garante tratamento igual para todos os provedores de acesso à Internet, ou os consumidores acabaram pagando cada vez mais caro pelo serviço final. Havia três mil provedores em 2000. A entrada dos provedores de acesso gratuito, subsidiados pelas concessionárias de telecomunicação, provocou a falência de diversos provedores. Hoje 90% do mercado é ocupado por grupos de telecomunicações. Como o Governo administra mal o setor de telecomunicações, a situação só tende a piorar.
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